quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Blog Pense Nisso – Notícias, futebol, música e variedades – R7
Publicado em 13/06/2014 às 11h43

Preferia que o Brasil perdesse o jogo

niwsbmmdl 2us43tabnc file Preferia que o Brasil perdesse o jogo

Prefiro perder a ganhar do jeito que ganhamos. Reconheço que é um pensamento minoritário, quase ingênuo, completamente fora de moda nesse mundo altamente competitivo que vivemos e que não tem nada a ver com Blatter e sua turma. Mas é assim que vejo o futebol e a própria vida.

“A Argentina também ganhou uma copa com um gol roubado”. “O futebol é assim mesmo”.” Mesmo sem o penalti, o Brasil venceria”. Foi o que mais ouvi desde ontem. Isso em nada me conforta. E fico incomodado que estejamos passando para os nossos filhos a ideia de que o importante é “vencer”. Ninguém quer ser um perdedor, mas que preço estamos dispostos a pagar para conquistar a vitória?

Quer dizer então que se o seu vizinho roubou um pedaço do espaço público, isso te dá direito a fazer o mesmo?

No momento em que a realização da Copa no Brasil é manchada pelas denúncias de superfaturamento, quando milhares de jovens vão às ruas ( para o bem e para o mal ) protestar contra a roubalheira, é curioso observar que muitos dos que contestam o que ocorre fora dos campos ache natural o que ocorreu dentro do campo. Pior, vibre com isso.

Como diz uma máxima do esporte mais popular do mundo, “gol roubado é melhor”. Não concordo com isso. Por pensar assim, é que muitos são coniventes com outros deslizes mais graves, e praticam pequenas e grandes falcatruas com a desfaçatez de quem sempre acha que “o fim justifica os meios”.

Sei muito bem que o futebol não pode ser confundido com a vida. Mas gostaria de ver mais lisura não só no futebol, como na vida.

É algo inocente, admito, mas prefiro a inocência à hipocrisia de ser ético só quando convém.

Publicado em 08/05/2014 às 15h00

A vida dura de quem mora em apartamento

A convivência entre vizinhos é, desde sempre, uma questão de bom senso. Um sinal de civilidade. Com muita tolerância, para que todos possam tocar a vida em paz. Uma amiga está precisando de uma dose cavalar de paciência para não sair enlouquecida pelo condomínio onde mora.

Ela vive um drama diário que traduz a agonia de muitos de nós, espremidos em apartamentos, construídos por um pessoal que tratou a acústica com a mesma consideração que Pizarro tratou os incas.

Eu cheguei a rir da história que me contou, mas reconheço que é fruto de um certo sadismo.

Ontem, por volta das nove da noite, depois de um dia cansativo, extenuada, finalmente, chegou em casa para aquele banho reparador e aquela sensação de acolhimento que a casa da gente proporciona. Mas como diria o grande Lupicínio, em outro contexto, ela foi ao inferno em busca de luz.

Enxugada a última gota, preparava-se para dormir, quando ouviu um som ensurdecedor vindo do andar de baixo, habitado por um ogro com fisionomia humana. Reclamou com o porteiro e, minutos depois, ouviu inúmeros palavrões como resposta ao seu pedido para que a música fosse baixada.

Ok! Como ela gosta de dizer. A vida é dura, sabemos todos. E precisamos nos acostumar às agruras. Foi o que fez. Meia hora depois, continuou sua caminhada em busca dos braços de Morfeu. Aí, quando o sono parecia inescapável, o bebê do vizinho testou o amor incondicional dos pais.  Mais uma vez resistiu, e seguiu em frente. Nada iria fazê-la desistir.  O corpo exausto implorava por um pouco de descanso.

E o sono veio, mas foi embora minutos depois. A vizinha de cima chegava em casa acelerada, com o salto do sapato mostrando a força das pernas. E o pior: de namorado novo.

Não preciso dizer aqui o que veio em seguida. Ela ficou acordada até umas duas da madrugada. Mas, indiscutivelmente, os grunhidos do casal eram bem melhores do que os do ogro e do bebê.

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Publicado em 25/04/2014 às 11h18

A questão é uma só: é preciso banir os corruptos

Muita gente boa e outras nem tanto estão pensando em anular o seu voto nas próximas eleições. O motivo é o de sempre: políticos são todos iguais, ou seja, ladrões. O argumento ganha ainda mais força diante de tantos malfeitos praticados recentemente pelos que estão no poder, mas esse pensamento só contribui para a permanência dos que usam a política como caminho fácil para o enriquecimento.

Mas, nunca é demais lembrar que a anulação do voto é em si um ato político.

voto A questão é uma só: é preciso banir os corruptos

O brasileiro, a despeito de em sua maioria ser um povo honesto, sempre foi complacente com os corruptos. A política do “rouba mas faz”, que teve no ex-governador paulista Ademar de Barros o seu precursor ,foi e ainda é escancaradamente defendida nas ruas e chancelada nas urnas. Não, por acaso, tantos larápios chegaram aonde chegaram. E o pior: só roubaram.

Nos últimos anos, no entanto, percebe-se claramente que essa complacência vem diminuindo, mas, ainda assim, bandidos travestidos de políticos, conseguem votações imorais. A meu ver, a ignorância ainda é o maior motivo para que isso ocorra. Os jovens que estão nas ruas protestando contra tudo e contra todos, muitas vezes podem parecer perdidos ou sem causa, mas de uma coisa tenho certeza: não querem nada parecido com o que está aí.

Por isso, concordei quando meu amigo Nirlando Beirão, que num post recente aqui no R7, fugindo a sua proverbial gentileza, vociferou contra a atitude de Ney Matogrosso de defender a anulação do voto. Se as pessoas de bem fizerem isso, vai acontecer o óbvio: a canalhada vai tomar ainda mais a atividade política para si.

Não é abandonando a política que vamos melhorar o país. Ao contrário.

A política não é corrupta, os políticos sim.

A nós cabe escolher entre os probos e os ímprobos. E isso se faz com o voto.

 

Publicado em 22/04/2014 às 16h13

Não gosto do MC Gui, mas a minha filha gosta

7aln030ak9 8fpxp32uf5 file Não gosto do MC Gui, mas a minha filha gosta

Quem tem filhas adolescentes sabe bem o que é isso. Tenho duas. E elas gostam de cada coisa, que até me arrepio. Ontem fiquei sabendo que uma delas curte o som, se é que posso chamar assim, do MC Gui. A triste notícia veio no bojo da conversa sobre a tragédia que abalou a família do rapaz.

Num primeiro momento fiquei catatônico. Depois fui dominado pelo horror. Hoje um leve torpor ainda me consome, mas a ideia vai sendo lentamente e dolorosamente assimilada.

Ela ficou compadecida com o meu desespero e tentou dar algum consolo, afirmando que “só gosta de umas três músicas”. Melhor faria se permanecesse calada.

Na verdade, tirando uma ida compulsória para a Sibéria, pouca coisa me resta a fazer.  A adolescência é assim mesmo. E os filhos também. Nos surpreendem a cada dia pelos caminhos percorridos. Mas respeito sempre as escolhas deles, mesmo essa que afeta o cérebro e os ouvidos.

Por ouro lado, o fato da minha filha gostar de um cantor que eu ignorava completamente até pouco tempo também me fez pensar. Continuo achando o chamado “funk ostentação” bem pobre, com o perdão do trocadilho, mas a “Jovem Guarda” também não era lá essas coisas musicalmente, e eu adorava. Então, chega de preconceito. Essa molecada faz a cabeça de milhões de adolescentes espalhados pelo país. Até por isso, merece respeito.

Cada geração com os seus ídolos.

E, no meu caso particular, acho que ainda vou sair no lucro. O primeiro ídolo da minha filha foi o Justin Bieber. Que mal faz um MC Gui?

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Publicado em 21/04/2014 às 10h10

O samba da direita doida

Noite de sábado. Vou com a família à filial de um restaurante cearense localizada num bairro nobre de São Paulo. Na mesa ao lado, embalados pelo álcool, três homens e duas mulheres falam em voz alta. Mesmo que quisesse, não poderia deixar de ouvi-los. Discutem os fatos marcantes do país. O alto teor etílico dá ainda mais ênfase ao bate-papo, se posso chamar assim.

Não sei quem são nem o que fazem. Só sei que são pessoas bem situadas na escala social e bem informadas. Estavam ali quando cheguei e ficaram quando saí. Devem ter falado de tudo, mas só o que eu ouvi já serve para traçar um retrato do que pensa uma parcela importante da sociedade brasileira, por isso, vou reproduzir aqui os principais trechos.

Para um melhor entendimento, vou identificá-los como Homem60, Homem50, Homem40, Mulher50 e Mulher40. Os números representam a idade aproximada deles.

Homem60 - O que a gente aprende quando é criança? A respeitar a lei, a não matar.
Homem40 - Mas esses pivetes não querem nem saber.
Homem60 – É uma questão de ética, não de moral. Ética é social, moral é de cada um. Nos Estados Unidos, o moleque pode ter nove anos de idade. Se matou, vai para a cadeia. Vai responder pelo crime. Aqui é essa barbárie.

Homem40 - E esse caso do menino Bernardo? É um absurdo.
Mulher50 – Ele contratou o mesmo advogado que soltou os donos daquela boate que pegou fogo lá no Sul.
Homem60- Só contratou para ele, não para a mulher.
Mulher50 – Deve estar armando alguma. Aí tem.
Homem40 – Pô! A mulher disse que ia receber R$ 6.000 pela morte. R$ 6.000!

Homem60 – E a Sheherazade? O que vocês acham dela?
Homem40 – Eu acho ela linda e fala as coisas que tem de se falar.
Mulher50 – Querem calar ela.
Homem40 – Você reparou que só quem fala dela é gente feia e sindicalista. Quando entra sindicato no meio, pronto não presta. Outro dia estava vendo o presidente do sindicato dos jornalistas criticar ela. Por quê?
Homem60 – Eu acho que ela não vai ficar calada. Como ela disse na Veja, às vezes é melhor dar um passo para trás e depois dar um salto para a frente.

Homem50 – Outro dia vi uma entrevista com o Zé Rainha.
Homem40 – A jornalista babando. Bando de vendidos.
Homem60 – Eles pegam a terra e depois ficam enchendo a cara no bar. Não produzem nada.
Homem40 – Também com esses latifundiários que nós temos. Tinham que meter bala nesses caras. Fazer como fizeram com o Chico Mendes.

Homem40 – Eu gosto do Porta dos fundos.
Homem60 – Eu também gosto. Eles sacaneiam todo mundo.

Homem 60 – Essas cotas são uma merda.
Homem50 – Cadê a meritocracia?
Homem 40 – Não precisa nem estudar. Melhor ficar pegando um sol para ficar moreninho e fumar um back.
Mulher50 – A vaga dele está garantida mesmo.

Homem40- Você viu o Cerveró? Parece aquele monstrinho do Goonies. Um olho para cada lado.
Homem60 – Os caras roubaram muito a Petrobras. Os caras roubam bilhões.
Homem40 – Eu achava que o Maluf que era ladrão. Perto desses caras, é fichinha.
Homem60 – E o Collor então? Ficou com uma Elba e um jardim.
Homem40 – O Collor não entendeu que quem manda nesse país é o PMDB.
Homem60 – Tem que compor com o PMDB. Mas eu odeio mesmo é o Lula, foi ele quem colocou o Gabrielli lá.
Homem40 – Eu também odeio o Lula, mas também odeio o Sarney.
Mulher50 – Mas o Sarney só fodeu o estado dele, o Lula fodeu todo o país.
Homem60 – Se você só tivesse uma bala para salvar o país, quem você mataria: o Lula ou o Sarney?
Homem40 – O Lula. Na verdade, eu queria ver o Lula pegando fogo num lança-chamas, queimando devagarinho. Já pensou, que legal!
Mulher50 – Esse é o maior fdp, o maior.
Mulher40 – Fdp...fdp.

Publicado em 18/04/2014 às 14h27

O que leva um pai a matar o próprio filho?

Não vou fazer pré-julgamentos. Cabe à Justiça e à Polícia decidirem o destino do pai e da madrasta do menino gaúcho Bernardo, assassinado covardemente aos 11 anos de idade. Uma tragédia sob todos os aspectos. Não sei se o pai do garoto teve realmente participação no crime, mas, de qualquer modo, só a notícia sobre o seu suposto envolvimento já embrulha-me o estômago.

Ter filhos é fácil, criar é que é difícil. Dão trabalho e custam caro, mas vê-los florescer dá sentido à vida.

Tenho quatro filhos e gosto de tê-los ao meu redor. Gosto de saber que posso ser útil, que posso ajudá-los a virar a esquina certa, que posso guiá-los para o cais seguro, quando a tormenta ameaça virar o barco.

É para isso que eu sirvo. E é por isso que vivo.

Ser pai é uma responsabilidade, mas também é uma dádiva. Não seria quem sou sem meus filhos.

Por mais que o ser humano me dê provas cotidianas e incontestes da sua falência moral, não consigo entender o que leva um pai a matar o próprio filho.

Em situações extremas, quando há agressões de um filho a um pai idoso, por exemplo, é até compreensível um gesto assim, mas quando a vítima é uma criança indefesa, que vê no pai ou na mãe, justamente, a fortaleza que vai protegê-lo de todos os  males, o que pensar?

O que dizer quando a vida é precocemente interrompida pela mesma pessoa que a gerou?

Não tenho respostas.

 

 

 

Publicado em 12/04/2014 às 11h53

O bêbado e o vira-lata

vira ok O bêbado e o vira lata

Manhã de sol. O dia nasce preguiçoso e passos igualmente preguiçosos param diante de um bêbado e o seu cão. Deitado de lado, o homem mantém o rosto bem próximo do ouvido do animal, que, candidamente,  tem as quatro patas voltadas para cima. Dedo indicador em riste, ele fala na língua dos bêbados: ”Na Marquês de São Vicente tinha uma boate...um estacionamento...e tinha uma mulher”.

Que mulher seria essa? Uma prostituta? Uma paixão? A moça que limpa o banheiro? A moça que vira uma borboleta no banheiro? Enfim, fiquei curioso para saber como termina aquela história, mas era uma intimidade que não me pertencia. Dizia respeito apenas ao homem e ao seu cachorro.

Travestido momentaneamente de especialista da alma humana, aquele vira-lata da mais pura linhagem, provavelmente, entendia pouco de Freud ou Lacan, mas entendia muito do seu dono. Quantas vezes já devem ter tido uma conversa parecida, dessas que só temos com os melhores amigos? Quantas vezes o cão viu as lágrimas escorrerem do passado do seu dono? Quantas mágoas não foram resolvidas naquela troca de olhares? Com certeza, aquela não foi a primeira sessão e nem seria a última.

A minha curiosidade por saber mais sobre aquela mulher era enorme, mas segui em frente. E de alguma maneira senti uma paz no coração enquanto caminhava pelas ruas tortuosas da minha rotina.

Como é bom ter um amigo assim.

Publicado em 31/03/2014 às 08h18

Ninguém era anjinho

Cresci acreditando numa mentira: em 31 de março de 1964, os militares tomaram o poder político contra a vontade da imensa maioria do povo brasileiro. Quando Leonel Brizola fundou o PDT, em 1980, entrei quase que imediatamente para o partido, levado pelas mãos do jornalista e deputado Sebastião Nery, mas nunca fui um militante militante. Era mais um admirador de Brizola.

Permaneci brizolista por uma boa penca de anos, assim como o antimiliatarismo acompanhou-me também por um longo tempo. Hoje, passados 50 anos do golpe militar de 1964, é preciso que se reconheça: não havia anjinho nessa história. Não era um filme de mocinho e bandido.

Os bandidos entraram em ação sob o apoio de grande parte dos brasileiros e com a torcida entusiasmada de praticamente toda a imprensa. A exceção era a Última Hora, mas isso conta pouco. O jornal, criado por Samuel Wainer, sempre esteve ligado a Getúlio Vargas e a João Goulart, inclusive, financeiramente.

E os mocinhos, como Brizola e Darcy Ribeiro, outra das minhas grandes admirações, também estavam doidos para dar o golpe. O início de 64 foi de tal ordem radicalizado politicamente que todos conspiravam contra todos. Odiado pelos chefes militares e pelas forças conservadoras, que temiam perder seus privilégios com as reformas de base, Jango foi buscar refúgio nos sindicatos, na desesperança dos camponeses, e nos cabos e sargentos.  Acreditou que, àquela altura, só a pressão das ruas, alimentada pela esquerda, podia salvar o seu governo. A vitória viria, nem que fosse na marra.

A verdade é que à direita e à esquerda, o império da lei só interessava quando os interesses estavam atendidos. Um verso cantado pela estudantada mais politizada da UNE deixava claro o desapego pela democracia: "Ah, ah, democracia! Que bela fantasia!/ Cadê a democracia se a barriga está vazia?”.

A entidade na época era presidida por José Serra, que em entrevista recente disse que o golpe era inevitável. Serra foi um dos oradores do comício de 13 de março na Central do Brasil, quando Jango fez o seu discurso mais inflamado e jogou contra a hierarquia militar, o que fez com que os generais mais legalistas acompanhassem seus colegas golpistas. Ao lado de Jango no palanque, Brizola ajudava a colocar gasolina no fogaréu, como admitiu anos depois a própria Maria Thereza Goulart.

Abastecida com dinheiro americano e dos ricos empresários, a direita golpista fazia campanhas contra uma "ameaça comunista" que nunca existiu, mas que deixava as senhoras de Santana e de Copacabana arrepiadas. Junte-se a isso uma inflação de 90% no ano anterior — quando ainda não havia correção monetária—, corrosão salarial, corrupção desenfreada, e a inescapável sensação de que o presidente perdeu o controle da nação e temos um terreno fértil para o golpe.

Os militares foram recebidos com aplausos pela maioria, mas isso não os exclui de culpa. E se queriam apenas restaurar a ordem, deveriam ter saído rapidinho. É sabido que o uso do cachimbo deixa a boca torta, embora eu reconheça que houve ditadura, mas não houve ditador. Como também reconheço que nenhum presidente militar saiu do Palácio do Planalto notoriamente mais rico do que entrou, ao contrário de muitos dos seus pares civis. Não por acaso, pesquisa do Datafolha publicada ontem mostra que a democracia é cada vez mais valorizada pelo brasileiro, o que não impede a maioria de achar que na ditadura havia menos corrupção.

Apesar disso, 50 anos depois, é evidente o enorme estrago causado pelo golpe militar na vida do brasileiro. Ceifou uma geração inteira, talvez, por isso tenhamos que ver a política dominada por tantos picaretas, como ressaltou o ex-presidente Lula nos seus melhores dias.

O Exército, tanto tempo depois, não consegue conviver com o seu passado. É inadmissível que os arquivos da ditadura não sejam revelados. Não comungo da sanha punitiva de alguns, mas quero saber quem fez o quê e por que fez. E não foram apenas os militares que sujaram as mãos. Muitos civis tiveram papel preponderante antes e depois do golpe e suas ações permanecem na clandestinidade. Isso sem falar na tortura abjeta patrocinada por alguns chefes militares. O povo brasileiro tem direito de saber quem fez e, sobretudo, quem mandou fazer. Repito: não para que haja punição, mas para que aprendamos as razões da barbárie.

Reza a lenda que Castelo Branco e o próprio Costa e Silva queriam devolver o poder aos políticos, mas foram derrotados pela linha-dura da caserna. Médici nadava de braçada ao lado do aparelho repressor. Figueiredo "prendia e arrebentava", mas não teve peito para peitar os aloprados que queriam matar centenas de pessoas no Riocentro, em 81.

Para mim, o único chefe militar que conseguiu conter a tigrada que agia nos porões foi Ernesto Geisel. Quando o metalúrgico Manuel Filho morreu em janeiro de 76 no mesmo DOI-Codi, que três meses antes tinha sido palco do "suicídio" do jornalista Vladimir Herzog, Geisel demitiu o general Eduardo D'Avila Mello do comando do 2º Exército. Um ano depois, mandou para casa o próprio ministro do Exército, Sylvio Frota, candidato dos que não admitiam a distensão "lenta, gradual e segura" do regime. Mas mesmo Geisel fez vistas grossas para algumas ações dos gorilas fardados e admitiu pouco antes de assumir a Presidência que "esse troço de matar é uma barbaridade, mas eu acho que tem que ser".

Como se vê, ninguém era anjinho

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Publicado em 08/03/2014 às 08h33

Ser mulher é…

Por várias razões, tenho ficado ausente do blog, e agradeço calorosamente a todos os três leitores que demonstraram saudade desse nosso bate-papo. Com a comemoração do Dia Internacional da Mulher, senti-me instigado a escrever algo a respeito. Muitos homens garantem que entendem de mulher. Decididamente, não é o meu caso. Do meu canto, socorro-me na sabedoria do velho Sócrates e só sei que nada sei. Mas prefiro assim. A surpresa é que faz o jogo ser jogado. Mas aprendi algumas coisas que vou dividir com vocês:

Ser mulher é seduzir, deixando que pensem que está sendo seduzida.

Ser mulher é ser uma fortaleza frágil.

Ser mulher é amar o amor, até mais do que o amado.

Ser mulher é querer dividir a conta com o homem que puxou a cadeira para ela sentar.

Ser mulher é calar na hora em que todos falam demais.

Ser mulher é falar na hora em que o silêncio não basta.

Ser mulher é nunca apanhar calada.

Ser mulher é discutir a relação enquanto escova os dentes.

Ser mulher é saber que seu porto seguro também desmorona.

Ser mulher é dar colo para o seu protetor.

Ser mulher é proteger o homem de quem só queria um pouco mais de colo.

Ser mulher é gostar que ele a conduza.

Ser mulher é conduzir, enquanto ele pensa que a conduz.

Ser mulher é amar o Carnaval e ir para à praia.

Ser mulher é sorrir com os olhos, dele.

Ser mulher é saber que ele não vai mudar, mas isso não impede que você tente.

Ser mulher é gozar andando de mãos dadas.

Ser mulher é não fingir que está gozando.

Ser mulher é revelar a fêmea que o seu macho tanto quer.

Ser mulher é ser mãe, mas nunca deixar de ser uma fêmea.

Ser mulher é ter prazer em cuidar.

Ser mulher é ter prazer por estar sendo cuidada.

Ser mulher é ficar do lado dele quando todos o abandonaram.

Ser mulher é saber quando chegou o momento de cair fora.

Ser mulher é trocar o samba de Vanzolini:

 

Chorei, não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim, não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Uma mulher de moral não fica no chão
Nem quer que homem
Venha lhe dar a mão
Reconhece a queda e não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima

Publicado em 07/02/2014 às 07h31

O brasileiro vai passar vergonha na Copa do Mundo

O patriotismo é o último refúgio de um canalha, ensinou o britânico Samuel Johnson. "No Brasil é o primeiro" , dizia Millôr Fernandes, com a sua perspicácia corrosiva. Como estamos falando de nacionalsimo, vou ficar com o filósofo do Méier. Gosto de pensar como esses dois gênios. Mais do que brasileiro, sou um minúsculo habitante do planeta Terra. Minha pátria é a minha casa, esteja ela onde estiver.

Esse nacionalismo deslavado de fundo de quintal nunca fez a minha cabeça. O que me move é o ser humano. Seja brasileiro, americano ou argentino. Quero o bem estar universal. Só me sinto verdadeiramente bem quando vejo o bem ao meu lado. Não quero que o meu vizinho se exploda e, muito menos, tenho inveja dele.

Meu patriotismo é exercido na tentativa de melhorar a vida no lugar onde crio meus filhos. E, embora o nosso bananal costume me desapontar com uma frequência preocupante, não desisto do Brasil. Amo esse país. O problema é que muitos crápulas também não desistem do Brasil e as nossas tetas vão sendo sugadas de maneira escandalosa.

É o que está acontecendo agora. Como até o gândula do Tupi de Juiz de Fora já sabia, os gastos para a realização da Copa do Mundo superaram o insuperável. Aos bilhões de reais que iam ser gastos, vamos acrescentar outros bilhões. E esse dinheiro que poderia ser investido em escolas e hospitais vai encher o bolso da canalhada que detém as rédeas do nosso país.

maracana O brasileiro vai passar vergonha na Copa do Mundo

Tudo vai ser feito na última hora e em nome do patriotismo, a bandalheira vai correr solta e bandidos de terno vão engordar suas contas nos paraísos fiscais. Afinal, não podemos decepcionar o mundo.

Faltam menos de cinco meses para Neymar entrar em campo e quase tudo está para ser feito. Estádios, aeroportos,metrôs,estradas. Escolha o que quiser. Estamos mais atrasados que a África do Sul no mesmo período. E temos de ouvir com o rabo entre as pernas os sermões dessa corja prepotente e corrupta da Fifa.

O "patriotismo" dos nossos políticos serve e vai servir ainda mais para inúmeras mutretas e quando Messi for embora, uma conta salgadíssima estará espetada no ombro de todos nós.

E ainda vamos passar vergonha.

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3. Características do R7 Pontos

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3.2. O R7 poderá, a qualquer tempo, disponibilizar eventuais prêmios ou benefícios no R7 Pontos pelos quais terão suas regras, prazos, limitações, restrições e dados adicionais devidamente descritos e previamente informados na Barra do R7 Pontos constante no Portal R7 (doravante, “Barra”) ou ainda através da plataforma de pontos do canal (doravante, “Plataforma”).

3.3. Através do R7 Pontos a navegação e/ou interatividade dos Usuários R7 no Portal R7 equivale a pontos (doravante, “Pontos”), de acordo com as regras e critérios estabelecidos. Para cada página que o Usuário R7 ingressar/acessar no Portal R7 através de clique é contabilizado no R7 Pontos 01 (um) Ponto.

3.4. A partir do momento que o Usuário R7 acessa o R7 Pontos pela primeira vez, através da respectiva Barra, ele começa automaticamente a pontuar com a navegação pelo portal.

3.4.1. A contabilização de Pontos poderá ser consultada pelo Usuário R7, a qualquer tempo, na Barra. Pelo ato de clicar na Barra, o Usuário R7 terá acesso a uma área específica para consultar o saldo de Pontos obtido até o momento em que estiver consultando.

3.5. O Usuário R7 consente e concorda que os Pontos acumulados de todos os Usuários R7, para efeitos de resgate, serão válidos apenas durante o respectivo ano calendário o qual foi acumulado tendo como termo inicial e final o primeiro e o último dia de cada ano, respectivamente, qual sejam as datas de 01/janeiro e 31/dezembro (doravante, “Período”), sendo os mesmos zerados ao final de cada Período, ou seja, todo dia 31/dezembro de cada ano. A contagem de Pontos abre automaticamente a partir do início de cada período, qual seja na data de 01/janeiro.

3.5.1. Na hipótese do Usuário R7 não fizer o resgate dos Pontos no R7 Pontos para troca por qualquer desconto, benefício ou incentivo disponibilizado da vitrine neste Período de tempo, seus Pontos serão zerados automaticamente.

3.5.2. O Usuário R7 consente que a contagem/acumulo de Pontos somente será realizado quando o mesmo estiver conectado/logado no Portal R7, ou seja, na hipótese de estar desconectado do Portal R7 e ingressar ou acessar alguma página do Portal R7, não será contabilizado nenhum Ponto através do R7 Pontos.

3.6. Quando o Usuário R7 acumular o número de Pontos suficiente, conforme definido na vitrine do R7 Pontos, poderá resgatar os Pontos válidos acumulados na forma de desconto ou benefícios em produtos nos Parceiros, de acordo com as opções disponíveis na Plataforma do R7 Pontos. Em havendo a inclusão de novas ações para o resgate de Pontos, as mesmas serão previamente comunicadas ao Usuário R7 através do respectivo canal.

3.6.1. Quando do resgate de Pontos pelo Usuário R7, este será informado sobre as regras de cada Parceiro inclusive, prazos, condições, disponibilidade e eventuais custos e/ou ônus decorrentes de referido resgate, conforme cada caso específico.

3.7. Eventuais descontos, benefícios, prêmios ou incentivos advindos do resgate dos Pontos são pessoais e intransferíveis e não se cumulam com qualquer outra ação fornecida pelo Parceiro ou por outras empresas e/ou entidades envolvidas no Programa.

3.8. O resgate efetuado pelo Usuário R7 limita-se ao desconto ou benefício ou prêmio ou incentivo constante na vitrine do Programa e disponibilizado pelo Parceiro, não sendo parte deste Programa qualquer atividade ou produto adicional que o Usuário R7 deseja realizar ou obter junto ao Parceiro escolhido. Desta forma, quaisquer custos extras, decorrentes de atividades adicionais realizadas, ou produtos adquiridos pelo Usuário R7 serão de responsabilidade exclusiva do Usuário R7, cabendo ao Parceiro informar devidamente e antecipadamente o Usuário R7 acerca destes eventuais custos, de acordo com as regras de pagamento e tarifários dos estabelecimentos.

3.9. Alguns prêmios ou benefícios do R7 Pontos e/ou de seus Parceiros têm disponibilidade promocional limitada. O Usuário R7 poderá consultar estas limitações no R7 Pontos ou diretamente nos sites parceiros.

3.10. Fica acordado entre as Partes que o Usuário R7 ficará limitado a efetivar apenas 01 (um) resgate por mês no R7 Pontos com relação aos descontos, benefícios e incentivos veiculados especificamente pelo R7 através do R7 Pontos. Para efeitos desta contagem o ‘mês’ aqui mencionado será o mês-calendário ou mês corrido.

3.11. O Usuário R7 declara estar ciente e concorda que todo o resgate ou troca de Pontos por prêmios, benefícios ou incentivos disponibilizados no R7 Pontos através de Parceiros do R7, estes últimos são integralmente responsáveis pela concretização do respectivo resgate ou troca até o efetivo recebimento do benefício, prêmio, produto ou serviço por parte do Usuário R7.

3.12. Os Pontos creditados aos Usuários R7 em virtude do R7 Pontos não poderão ser convertidos em dinheiro ou valores de qualquer outra espécie, os quais possuem caráter pessoal, inegociável e intransferível, sendo vedada qualquer forma de cessão ou transferência pelo Usuário R7.

3.13. É vedada a qualquer Usuário R7 a transferência de Pontos a qualquer título. Desta forma, é proibida a transferência ou alienação de Pontos entre Usuários R7 distintos, entre os Usuários R7 e seus dependentes, ou mesmo entre contas distintas de um mesmo Usuário R7.

3.14. Não serão consideradas, para o acúmulo de Pontos, conexões simultâneas realizadas por um mesmo Usuário R7. Desta forma, um Usuário R7 não poderá acumular Pontos navegando no Portal R7 ao mesmo tempo de dois ambientes distintos.

3.15. Este Programa terá a sua vigência por prazo indeterminado, mas poderá ser descontinuado pelo R7, a qualquer tempo, mediante comunicação no Portal R7 com pelo menos 60 (sessenta) dias de antecedência, garantindo aos Usuários R7 o direito de resgatar os Pontos acumulados por eventuais prêmios, descontos e/ou benefícios disponibilizados à época, até a data final designada para o término do Programa, observando ao mesmo tempo estritamente as regras válidas do Programa. Após este período, os Pontos serão cancelados, perdendo definitivamente sua validade.

3.16. O R7 e os Parceiros não se responsabilizarão por qualquer gasto com eventual deslocamento dos Usuários R7 até o R7 ou os Parceiros participantes deste Programa, quando for este o caso.

3.17. O R7 e os Parceiros se reservam o direito de requerer documentos quem comprovem a data de nascimento do Usuário R7, bem como quaisquer outros documentos que julgarem pertinentes para a participação no Programa ou aquisição de produtos, quando for este o caso.

3.18. Quaisquer reclamações ou esclarecimentos sobre o R7 Pontos deverão ser dirigidas no campo apropriado do canal “Fale Conosco”, localizado no endereço eletrônico http://www.r7.com/institucional/fale-com-o-r7/index.html. Não serão aceitas reclamações que não sejam relativas ou não se encontrem abrangidas pelos presentes termos e condições.

3.19. Em caso de circunstâncias imprevistas, as condições de utilização da oferta junto ao R7 Pontos e/ou seus Parceiros poderão estar sujeitos a alterações.

3.20. Fica acordado entre as Partes que todo conteúdo, rede de parceiros, prêmios, benefícios e incentivos, produtos e serviços, disponibilizados através de “Programa de Premiação Especial de Parceiros” do R7 no R7 Pontos são de única e exclusiva responsabilidade dos respectivos Parceiros.

4. Exclusão de Garantias e Responsabilidades 

4.1. O Usuário R7 concorda expressamente que a utilização e/ou acesso ao R7 Pontos é por sua integra e total conta e risco, compreendendo que o R7 Pontos é disponibilizado na forma que se encontra e de acordo com a disponibilidade, sendo que o R7 não garante que o uso do R7 Pontos atenderá aos requisitos do Usuário R7.

4.2. Continuidade dos Serviços - Por questões estritamente técnicas e operacionais, o R7 não pode garantir a disponibilidade e continuidade do funcionamento do R7 Pontos, do Portal R7 e de seus serviços. Na oportunidade, o R7 poderá advertir antecipadamente quanto as interrupções do funcionamento do R7 Pontos, do Portal e de seus serviços, mais nunca poderá garantir que o uso do aplicativo, do Portal e de seus Serviços serão ininterruptos, pontuais, seguros e isento de erros, bem como que qualquer defeito existente no aplicativo, serviço ou no Portal será corrigido. 

4.3. Infalibilidade - O R7 também não garante a utilidade do R7 Pontos, do Portal e de seus serviços para a realização de qualquer atividade, nem sua infalibilidade, como de maneira ilustrativa, que os Usuários R7 poderão efetivamente utilizar e acessar a todas as páginas de Internet que fazem parte do Portal R7 assim como as referentes ao R7 Pontos e aos seus serviços. Desta forma o R7 se exime de toda e qualquer responsabilidade por eventuais perdas, danos, e prejuízos de qualquer natureza decorrentes da falta de disponibilidade e continuidade do funcionamento do R7 Pontos, do Portal R7 e de seus Serviços, bem como a utilidade que os Usuários R7 possam ter atribuído a qualquer título ao R7 e aos seus serviços, e a sua falibilidade.

4.4. O R7 se exime de qualquer responsabilidade pelos danos e prejuízos de qualquer natureza por consequência de indisponibilidade, funcionamento ou falha do Portal R7 ou do R7 Pontos.

4.5. O R7 não garante a segurança ou ainda a privacidade na utilização do R7 Pontos por parte dos Usuários R7, em especial, não garante que terceiros não autorizados não possam, eventualmente, produzir alterações no sistema informático, nas informações ou no conteúdo disponibilizado pelo R7 Pontos, eximindo-se de toda e qualquer responsabilidade pelos danos e prejuízos de qualquer natureza que possam ser devidos por estes eventos, relacionados ou não com o aplicativo.

4.6. Em caso de má utilização ou inadequação no uso do R7 Pontos ou, ainda, em caso de fraude ou tentativa de fraude ao R7 Pontos, o R7 poderá excluir o Usuário R7 do mesmo, a qualquer momento, com ou sem aviso prévio, a critério exclusivo do R7.

5. Disposições Gerais

5.1. O R7 se reserva o direito de, a qualquer momento e sem aviso prévio aos Usuários R7, incluir novas funcionalidades ao R7 Pontos, ou então de suprimir algumas funcionalidades existentes.

5.2. O R7 se reserva o direito de modificar, suprimir e/ou ampliar, livremente e a qualquer tempo o R7 Pontos assim como seus termos e condições de uso, seja parcialmente ou integralmente, mediante aviso aos Usuários R7, na própria Barra ou no Portal R7, o presente Termo de Uso.

5.3. Nos termos do Item 1.1 acima, o acesso e/ou a utilização do R7 Pontos será compreendida pelo R7, para todos os fins de direito, como aceitação a todas as disposições do presente Termo de Uso.

5.4. Todos os Usuários R7 participantes do R7 Pontos declaram concordar, com o ato de sua inscrição ou participação no mesmo, caso venham a trocar os Pontos por determinado prêmio, benefício, desconto ou incentivo, com a cessão gratuita e irrevogável de seu nome, imagem e voz, para divulgação do R7 Pontos, pelo R7, em qualquer meio ou mídia, incluindo, mas não se limitando à Internet, sem que possam reclamar qualquer pagamento de supostos direitos de reprodução e/ou publicação.

5.5. O presente Termo de Uso é regido única e exclusivamente pelas leis da República Federativa do Brasil e qualquer discussão judicial que surja tendo por base sua interpretação ou aplicação deverá ser julgado por tribunais brasileiros, estando desde logo eleito o foro central da cidade de São Paulo, Estado da São Paulo, por mais privilegiado que outro seja ou possa vir a ser.

Aceito os termos de uso
Continuar

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